A Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) de Itabuna, no sul baiano, rebateu as acusações feitas pela prefeitura da cidade e alega que a gestão municipal também está em débito com a instituição, devido a um terreno avaliado em R$ 10 milhões. A administração de Itabuna cobra R$ 8,3 milhões em impostos não pagos, inclusive o aluguel de R$ 12 mil, valor que estaria dez vezes – pelo menos – abaixo do cobrado no mercado. A prefeitura resolveu entrar na Justiça, mas, segundo a FTC, o saldo pode ficar ruim para a cidade, que teria um débito final de R$ 2,3 milhões com a instituição.

Em nota, a instituição afirma que desde fevereiro busca uma solução, com a protocolação de uma proposição de acordo em março deste ano. “A Faculdade solicitou do Executivo municipal uma análise da situação, considerando que, em 2002, a Instituição cedeu 50 mil metros quadrados – do terreno de 147 mil metros adquirido para a edificação em definitivo do seu campus em Itabuna – com a finalidade de atender ao pedido do município, visando viabilizar a execução do Projeto Habitar Brasil, que previa a construção de casas populares com recursos do Banco Mundial. À época, o governo municipal se comprometeu em ceder outra área próxima ao terreno da Faculdade, como forma de ressarcimento. Entretanto, o acordo inicial não foi cumprido, embora a Faculdade tenha buscado nos últimos anos um entendimento, inclusive propondo um encontro de contas entre as partes. Cabe destacar que o terreno em questão está avaliado em R$ 10 milhões”, diz o texto enviado pela faculdade.