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Objetivando, no geral, “encorajar os envolvidos a produzirem textos literários de diferentes gêneros, promovendo o estudo crítico de tais tipos de literatura e suas relações com o processo de alienação/libertação na formação cidadã”, nesta sexta-feira (19), o Colégio Estadual José Leitão marcou o início da primeira etapa do projeto pedagógico ‘Produzindo Literaturas’ com uma palestra ministrada pela escritora mirim Bianca Araújo. O tema abordado, foi“A literatura infantojuvenil x mundo da fantasia, realidade e a valorização da mulher”. O evento aconteceu no auditório do colégio supracitado, por volta da 15h45 e foi ministrado pelo professor Hamilton, idealizador e aplicador do projeto.

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Evento aconteceu no auditório do Colégio José Leitão | Foto: Divulgação

A culminância foi prestigiada pelo público-alvo do projeto: alunos das primeiras séries do turno vespertino e do turno noturno. Também marcaram presença, alunos de outras séries que são adeptos da prática pedagógica do professor-aplicador, de professores, egressos e estudantes do ensino superior; e com a célebre presença dos pais da palestrante, a professora Kadine e Luciano. De acordo com o professor Hamilton, o projeto ‘Produzindo Literaturas’ surge da “necessidade de valorizar, de fato, a literatura infantojuvenil, visto que, este gênero literário representa um universo de trabalho extenso e ainda pouco explorado. Encontra-se envolvido por uma visão entremeada de enganos e preconceitos, fazendo com que esse tipo de literatura seja diminuído, intelectualmente e reprimindo a uma investigação que ponha em evidência sua validade estética e/ou sua fragilidade ideológica”. Especificamente, o projeto visa “Suscitar à compreensão de que as leituras propiciadas pela literatura infantojuvenil são oportunidades ímpares de conhecimento do mundo não só da fantasia, mas também da realidade do dia-a-dia dos homens e das mulheres em sociedade e em sua relação com o outro e com a natureza”.

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Professores, egressos e estudantes do ensino superior também participaram do evento | Foto: Divulgação

O professor Hamilton acrescentou que “O projeto será desenvolvido através de oficinas literárias que serão aplicadas em três etapas concomitantes com as unidades escolares, através da produção das seguintes literaturas: 1ª) Literatura infanto-juvenil, 2ª) Literatura de cordel, e 3ª) produção de epitáfios: arrependimentos do que não fez e que o tempo deixou para trás (a exemplo, a música ‘Epitáfio’, da banda brasileira de rock Titãs. Texto musical que aborda sobre algumas atitudes que uma pessoa – que já está, supostamente morta – gostaria de ter feito ou mudado se ainda tivesse a oportunidade de viver mais uma vez). Na verdade, o projeto traz uma variedade de literaturas que, possivelmente, agradará a todos os públicos e gostos.

Dessa forma, todos os autores locais e/ou profissionais que as suas atuações dialoguem com as literaturas estudadas e produzidas no projeto estão sendo prestigiados, de acordo com a etapa e com a categoria privilegiada e, certamente, um representante de cada classe ligada às literaturas supramencionadas será convidado, para juntamente com os envolvidos, concretizar cada fase com uma palestra que consumará o almejado encontro de saberes.

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Escritora mirim Bianca Araújo ao lado do professor Hamilton, que é o idealizador do projeto | Foto: Divulgação

No que tange à metodologia do projeto ‘Produzindo Literaturas’, Hamilton a sintetizou como “o estudo e produção autoral de cada gênero literário”, e como “a conscientização da necessidade do desenvolvimento do olhar positivo acerca da dinâmica da monitoria – com a colaboração 21 alunos-monitores para auxiliarem na execução do projeto”. Como forma de estreitar as relações interpessoais entre o professor idealizador e os alunos, foram criados grupos no WhatsApp, onde o professor Hamilton (entendendo que a arte de escrever é uma tarefa dificílima) posta conteúdos suplementares, dicas e macetes, além de, na medida do possível, esclarecer dúvidas dos alunos na produção dos textos, que, às vezes, gera muita agonia no ato da produção. Um dos pontos relevantes do projeto, será o fornecimento de certificados de 120 horas aos participantes das oficinas, ao final.

A palestrante, Bianca Araújo, é uma criança luzense, de 11 anos, que nasceu no dia 08 de outubro de 2005. Bianca é filha de Kadine Reis de Araújo (professora de Matemática) e de Luciano Araújo. Tem uma irmã chamada Bárbara Sandy e é neta de Luziana (que deu nome à Biblioteca do Colégio José Leitão). Com muita simplicidade e alegria, Bianca cativa e cultiva amizades. A escritora-menina gosta de brincar, sorrir e acima de tudo, de viver de bem com todos. Em tudo que faz procura ser zelosa e desempenhar as atividades e compromissos com excelência.  Desde cedo, a escritora se encantou pela leitura. É frequentadorada Biblioteca Municipal e foi participante assídua do projeto ‘Toda quarta leitura na praça’, do qual, recebeu por quatro anos consecutivos, o prêmio de ‘Leitor Luzense’ (hábito adquirido e incentivado, em grande parte, pela avó materna, Luziana).

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Bianca Araújo entre os pais, Kadine e Luciano, e o professor Hamilton | Foto: Divulgação

No que tange à obra de Bianca Araújo, o livro recebeu o título de ‘Por quê?’. É um livro de literatura infantil que evidencia a fase dos porquês tão abordada pela Psicologia Infantil e vivenciada por todas as crianças ditas normais. Essa curiosidade saudável, a busca da compreensão do mundo é que levará a criança afazer novas descobertas, aguçando sua percepção para o aprender. Além disso, o livro ‘Por quê?” teve o projeto gráfico concretizado pela Gráfica Portal, foi revisado por Maria Cláudia Vitório e AnedyBelisário, ilustrado por Thiago Reis e teve o seu lançamento do Mosaico de Leitura realizado pelo Colégio Ação, no ano anterior.

Respondeu Bianca, ao ser questionada sobre o início da sua prática da escrita, “Sempre gostei de livros. Desde pequena, em minha casa, contavam histórias para mim. Em casa tem livro em toda parte. Quando nós lemos muito, escrever é normal”. Frisou a palestrante, ao falar da importância do projeto pedagógico ‘Produzindo Literaturas’ para o processo educacional luzense, “Tenho visto muitas pessoas se interessarem por literatura, esse projeto incentiva o conhecimento dos tipos literários e à valorização de quem escreve e motiva os alunos a produzirem”. Quanto à relação da literatura infantil com a valorização da mulher, enfatizou a escritora mirim, “Nos contos infantis a mulher boa sempre é a princesa que encontra um príncipe que a ama muito e vivem felizes para sempre. Já a mulher má é invejosa ou sempre é a madrasta. No meu livrinho a mulher é como eu: curiosa, esperta e travessa”.

A palestra se consumou com exposições feitas pela escritora mirim Bianca Araújo acerca da sua trajetória enquanto criança e escritora. Nesse ínterim, os ouvintes, essencialmente os estudantes envolvidos no projeto, com uma postura peculiar a de acadêmicos (interessadíssimos), documentaram as cenas do evento, tanto com anotações, quanto com gravações de áudios e de vídeos, com o auxílio de aparelhos celulares utilizados no ambiente. Dando continuidade, os monitores sorteados para este momento (dentre os alunos) sabatinaram a entrevistada que respondeu, também, sobre a sua opção pela literatura infantil, como se dá a escolha do título de cada livro, os empecilhos para quem sonha em publicar um livro e ter reconhecimento e deu dicas para as pessoas que sonham em se tornar escritoras. Na oportunidade, alguns alunos-monitores expuseram suas produções de literatura infantojuvenil, fazendo leituras de tais textos e/ou fragmentos.

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Professor Hamilton entre os monitores do projeto | Foto: Divulgação

Por fim, a palestrante Bianca Araújo leu um trecho do seu livro para os ouvintes, fez suas considerações finais (seus pais também fizeram colocações cordialíssimas) e, após os agradecimentos feitos pelo professor Hamilton, o evento foi encerrado com os ouvintes aplaudindo a palestrante de pé em gratidão à sua intensa colaboração.

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