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:: ‘Notícias’

Aprovação de Bolsonaro se estabiliza em 33% e é a pior avaliação desde Collor

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Foto: Carolina Antunes/PR

Foto: Carolina Antunes/PR

A nova pesquisa do Instituto Datafolha indica a consolidação de uma divisão em três partes na política do país após seis meses do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Para 33%, o presidente faz um trabalho ótimo ou bom. Para 31%, regular, e para outros 33%, ruim ou péssimo. De acordo com o Bahia Notícias, a pesquisa foi feita em 4 e 5 de julho e ouviu 2.860 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades. Ela tem uma margem de erro de dois pontos percentuais. Bolsonaro se mantém como o presidente em primeiro mandato com a pior avaliação a esta altura do governo desde Fernando Collor de Mello, em 1990. Avaliação do presidente se manteve estável aos 6 meses de governo.

Bahia terá até 2025 para ampliar carga horária do Ensino Médio; alteração vai representar 1h a mais por dia de aula

Foto: Arisson Marinho/Arquivo/Correio

Foto: Arisson Marinho/Arquivo/Correio

A Bahia terá até 2025 para ampliar em 1h a carga horária de aulas do Ensino Médio. A mudança é uma determinação do Ministério da Educação (MEC) e vale para todo o país. Ela faz parte das alterações do Novo Ensino Médio. Em nota, o MEC informou que elas valem também para os Institutos Federais de todo o Brasil.

“A lei 13415/2017 aprovou a reforma do ensino médio, alterando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) no que se refere a carga horária do ensino médio, ampliando de 2400 para 3000 horas e estabeleceu uma nova estrutura curricular para essa etapa do ensino”, diz a nota.

No total, serão destinadas 1800 horas para formação comum e, no mínimo, 1200 para outras atividades que serão escolhidas pelos próprios estudantes. O foco deverá ser uma das áreas do conhecimento ou a formação técnica profissional.

O MEC informou que não exigiu dos estados cronograma com percentuais de escolas adequadas ao novo modelo ano a ano, mas todos devem cumprir 100% da mudança até 2025.

Na semana passada, quando divulgou a notícia da ampliação da carga-horária, o Correio repercutiu o assunto com alguns especialistas. Na ocasião, a doutora em Educação e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Rosemary Oliveira, defendeu que, mais do que a ampliação da carga horária, é preciso que haja uma mudança na formulação das aulas.

“O problema da educação no Brasil é estrutural. A gente pode falar do Ensino Médio, mas ele vem desde como a gente pensa o que é a educação e a importância dela. Precisamos de investimento de verdade, capacitar os professores e repensar como essas disciplinas estão sendo trabalhadas nas escolas”, ponderou, em entrevista ao Correio, na semana passada.

Ela afirma que as pesquisas mostram também que falta criticidade nos estudantes brasileiros, mas acredita que esse déficit é provocado pelo excesso de conteúdo que precisa ser trabalhado em sala de aula. Ela defende que os estudantes devem passar mais tempo em sala, mas fez algumas considerações.

“O certo seria que os alunos ficassem o dia inteiro na escola, então, essa ampliação poderia ajudar nesse sentido, mas como é que vai ser distribuído esse tempo? Os professores que estarão essa 1h a mais vão usar dos mesmos métodos de ensino? O que eu tenho visto dessa ampliação é formação para empreendedorismo”, acrescenta.

Já a professora de pedagogia da Rede FTC Carla Bianca Chagas, que também leciona em escolas públicas, atribui o resultado pífio do ensino médio à falta de estrutura das escolas. E enfatiza que a deficiência no aprendizado aparece no ensino superior e reflete no mercado de trabalho.

“Em muitas escolas faltam material de trabalho e as condições são precárias. Isso desestimula os estudantes e reflete no desempenho e, mais tarde, nos profissionais. Não adianta manter 40 alunos em uma sala sem ventilador por mais uma hora, porque o aproveitamento será comprometido. A questão é o que vai ser oferecido ao estudante nessa 1h a mais, além de conteúdo programado”, defendeu.

Jovens utilizam tecnologia para promover valorização do patrimônio histórico de Queimadas

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Jovens de Queimadas, município localizado na região sisaleira da Bahia, estão utilizando uma metodologia inovadora e que tem como base o uso de tecnologia para desenvolver um projeto voltado para a valorização do patrimônio histórico da centenária cidade, unindo o tradicional e o moderno.

Com um leitor de QR Code, que pode ser baixado no celular, a pessoa pode acessar os códigos mostrados nas placas fixadas em monumentos e prédios históricos e, a partir daí, conhecer a memória de cada lugar.

Foto: Divulgação

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“Nosso objetivo, além de socializar o aprendizado, é permitir a todas as pessoas, locais ou visitantes em turismo, terem acesso imediato a memória de cada patrimônio histórico do nosso município, através da internet com um simples celular ou smartphone, apenas usando o aparelho para ler o código que revela instantaneamente a história de cada lugar, pesquisada pelos alunos e lançada em um serviço de armazenamento em nuvem”, explica Aslan Silva, coordenador pedagógico da ONG que realiza o projeto denominado “Na Trilha da História – História e tecnologia de mãos dadas a serviço da cultura”.

“Nos dividimos em equipes para pesquisar nas bibliotecas o acervo existente sobre os patrimônios históricos, entrevistar historiadores locais sobre a riqueza cultural da cidade, e visitar os monumentos pra montar um acervo fotográfico”, detalha.

Foto: Divulgação

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Após fazer um mapeamento do patrimônio histórico do município e criar o banco de dados, o grupo se reuniu no fim do mês de junho para fixar as placas com o QR Code nos seguintes locais: Chalet; Igreja Matriz; Igreja de Santo Antônio; Recreio Clube; Igreja de Pedra de Nossa Senhora do Rosário; Lions Clube; Estátua do Vaqueiro; Antiga Estação da Leste; arquitetura da Antiga Prefeitura e Quartel. 

“Continuaremos o trabalho, nos próximos dias, com a colocação de mais placas em outros lugares”, afirma Aslan.

Notícias de Santaluz

Foto: Divulgação

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Placa do Mercosul é adiada para janeiro de 2020

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Por G1

Placas do modelo Mercosul | Foto: Eliana Nascimento/G1

Placas do modelo Mercosul | Foto: Eliana Nascimento/G1

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) anunciou nesta sexta-feira (28) um novo adiamento para as placas do Mercosul. Desta vez, os estados e o Distrito Federal têm até o dia 31 de janeiro de 2020 para se adequarem ao novo padrão. Esta é a sexta vez que o novo processo de emplacamentos é adiado. O prazo estabelecido anteriormente pelo órgão venceria no próximo domingo (30). De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o adiamento traz consigo regras simplificadas que prometem reduzir os custos das novas placas, como novas normas para credenciamento de estampadores que aumentam a concorrência. Outra novidade é que não será necessária a troca de placas em transferências de propriedade, como era exigido anteriormente. A partir da nova resolução, o padrão Mercosul só será obrigatório para veículos novos, no caso de veículos em circulação, em mudança de município ou estado, e se as placas forem furtadas ou danificadas. Atualmente, o novo modelo já está em aproximadamente 2 milhões de veículos e em vigor em 7 estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

STF veta viagem ao Caribe de senador que cumpre prisão domiciliar

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Por G1

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou na noite desta quarta-feira (26) a autorização para o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) viajar de férias para o Caribe avalizada pela Justiça do Distrito Federal. Ele cumpre cumpre pena de 4 anos e 6 meses em regime aberto por crimes contra o sistema financeiro.

A viagem de turismo está prevista para ocorrer entre 17 de julho e 3 de agosto. O parlamentar do PDT argumentou à Justiça, no pedido de autorização, que a viagem ocorreria durante o recesso parlamentar e seria paga com recursos próprios, “sem nenhum prejuízo aos cofres públicos”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta quarta-feira que o Supremo suspendesse a autorização para Gurgacz passar as férias em um resort na ilha de Aruba. Na ação, a chefe do Ministério Público argumentou que, embora esteja preso em regime domiciliar, o senador de Rondônia “está em cumprimento de pena privativa de liberdade”, o que, na avaliação dela, é “francamente incompatível com a realização de viagem a lazer”.

“Não há nenhuma justificativa fática ou legal para conceder-se ao sentenciado autorização dessa natureza, com prejuízo da regular execução da pena imposta, que deve ser cumprida com rigor, moralidade e efetividade”, escreveu a procuradora-geral.

Relator do caso no STF, Alexandre de Moraes tomou a decisão de suspender a viagem de ofício, antes mesmo de conhecer o pedido de Raquel Dodge.

Justiça autoriza senador em prisão domiciliar a passar férias no Caribe

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Por G1 DF e TV Globo

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) | Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) | Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que cumpre pena em regime aberto e dá expediente no Congresso, recebeu autorização da Justiça do Distrito Federal para passar férias em um resort na ilha de Aruba, no Caribe. A viagem está prevista para ocorrer de 17 de julho a 3 de agosto.

A medida, que também recebeu parecer favorável do Ministério Público do DF, tem o poder de suspender temporariamente a execução da pena aplicada ao político durante o período em que ele estiver fora do país.

Em outubro do ano passado, Acir Gurgacz foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão por crimes contra o sistema financeiro. De acordo com a denúncia, o senador teria obtido, mediante fraude, um financiamento junto ao Banco da Amazônia e se apropriado de R$ 525 mil.

Vista do Renaissance Aruba Resort & Casino; hotel onde senador Acir Gurgacz deve ficar hospedado | Foto: Divulgação

Vista do Renaissance Aruba Resort & Casino; hotel onde senador Acir Gurgacz deve ficar hospedado | Foto: Divulgação

Enquanto estiver de férias, Gurgacz pretende se hospedar por 18 dias no Renaissance Aruba Resort & Casino. Uma diária no hotel, no mar do Caribe, custa em média R$ 4 mil, segundo a página do estabelecimento na internet.

De acordo com as regras da Vara de Execuções Penais (VEP), o senador não pode consumir bebidas alcoólicas e está proibido de frequentar “locais de prostituição, jogos, bares e similares”. O estabelecimento, no entanto, comercializa drinks e abriga um cassino.

Brasil registra quase 600 mil casos confirmados de dengue em 2019

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Por G1

Mosquito Aedes aegypti | Foto: Pixabay/Divulgação

Mosquito Aedes aegypti | Foto: Pixabay/Divulgação

O Ministério da Saúde confirmou 596,38 mil casos de dengue neste ano, até o dia 10 de junho. O número de casos prováveis da doença, ou seja, ainda não confirmados, é ainda maior: 1,127 milhão. Em relação a 2018, houve um salto nos casos de dengue no país. No mesmo período do ano passado, eram 173,63 mil casos prováveis. Também o número de mortes por dengue neste ano é mais do que o dobro de 2018. Até aqui, foram registradas 366 mortes, ante 139 no mesmo período do ano passado. “Observa-se aumento da taxa de letalidade no grupo de faixa etária acima de 60 anos, o que corresponde a 51,3 % (188) do total de óbitos do país”, diz o ministério, no boletim epidemiológico da Semana 23. O aumento de casos da dengue tem sido especialmente visível nos estados de Minas Gerais e São Paulo nas últimas semanas. Da Semana 13 até a 23, esses dois estados corresponderam, juntos, a 96,5% do total de casos observados no Brasil (774,28 mil) dentro do período.

A tocante história da enfermeira que adotou garoto com paralisia cerebral abandonado pelos pais

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Por BBC News

Foto: Emanoele Daiane

Foto: Emanoele Daiane

A cortina ilustrada por pequenos ursos está aberta e ilumina o quarto na residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). O sol clareia o cômodo repleto de aparelhos hospitalares que mantêm a vida de Ronei Gustavo Pires, de 12 anos.

O garoto passa o dia deitado na cama. Um artesanato, pendurado na porta do lugar, avisa: “aqui dorme um príncipe”.

Por meio do olhar, a sua única forma de comunicação com o mundo, Ronei assiste atento a cada movimentação no quarto. A rotina dele é acompanhada 24 horas por dia pela mãe, a enfermeira Solange Maria Pires, de 56 anos.

Há uma década, eles se encontraram pela primeira vez. O amor que ela que sentiu pelo garoto fez com que o adotasse. A decisão mudou completamente o futuro dos dois.

Ronei nasceu com agenesia do corpo caloso, uma má-formação congênita na qual a criança não possui a estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais. Ele também tem neuropatia crônica, possivelmente causada pela falha na formação do cérebro, que atinge o sistema nervoso e afeta o desenvolvimento de funções como a postura e os movimentos.

Desde recém-nascido, o garoto tem um quadro grave de convulsões, que pode ter sido causado pela neuropatia. Aos oito meses de vida, enquanto era amamentado, ele teve um episódio de broncoaspiração – quando alimentos ou líquidos são aspirados pelas vias aéreas – e a família biológica, segundo Solange, demorou para buscar ajuda médica.

O fato prejudicou ainda mais a saúde de Ronei. Com pouco mais de um ano, ele foi diagnosticado com paralisia cerebral e passou a viver em estado vegetativo.

Os problemas de saúde fizeram com que o garoto, que nasceu em Cuiabá, fosse abandonado pelos pais biológicos antes de completar um ano. Quando Solange o conheceu, ele vivia em um lar para crianças e adolescentes aptos à adoção, na capital mato-grossense.

Solange, que é divorciada, morava sozinha quando decidiu adotar a criança. Os outros dois filhos dela, hoje com 33 e 37 anos, eram casados e haviam se mudado da casa da mãe. Com a adoção do caçula, a enfermeira passou a dedicar grande parte da vida aos cuidados com o garoto.

“Eu sinto o mesmo amor pelos meus três filhos. Mas sei que me dedico mais ao Ronei do que me dediquei aos outros dois, porque eles sempre foram saudáveis, se desenvolveram normalmente e foram saindo das minhas asas. Já o Ronei, sei que vai estar sempre aqui e sempre vai precisar dos meus cuidados”, diz Solange à BBC News Brasil.

A decisão de adotar o garoto que vive em estado vegetativo causou espanto entre alguns conhecidos da enfermeira. “Algumas pessoas me desaconselharam, me disseram para viver uma fase mais tranquila, pois meus filhos já estavam criados. Mas eu não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari”, declara.

No Brasil, encontrar pais para crianças com alguma doença ou deficiência é uma difícil missão. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, há 46,1 mil pretendentes à adoção. Destes, apenas 4.623, pouco mais de 10% do total, aceitam crianças com deficiência física ou mental.

Ainda de acordo com dados do CNA, conforme levantamento acessado nesta semana, há 9.550 crianças e adolescentes aptos para adoção. Deste total, 2.452 possuem problemas de saúde.

O encontro de mãe e filho

As internações de Ronei eram constantes desde o nascimento dele, em cinco de maio de 2007. Depois da piora do quadro de saúde do jovem, após a broncoaspiração, o garoto foi levado a um lar para crianças, após pedido da equipe médica que o atendia, pois os profissionais consideraram que ele não recebia os cuidados adequados da família biológica.

O garoto passou semanas no lar, mas os problemas de saúde pioraram. Ele teve infecção e foi encaminhado novamente ao hospital, onde passou meses internado. A Justiça de Mato Grosso acolheu pedido do Ministério Público e determinou que o Estado custeasse serviços de home care – internação domiciliar – para a criança.

Era fim de 2008. Solange trabalhava como enfermeira em uma empresa que prestava serviços de home care. Junto com uma equipe, foi em busca de Ronei, após a decisão judicial que permitiu ao garoto o direito à internação domiciliar.

“Fui atrás dele na casa dos pais biológicos e da avó, mas ele não estava. Me disseram que ele estava no Lar da Criança. Depois, descobri que ele estava internado no Pronto-Socorro de Cuiabá”, diz. Os pais biológicos, segundo a enfermeira, haviam visitado o garoto poucas vezes no hospital.

Após Ronei receber alta médica, a Justiça determinou que o Estado pagasse uma casa para a família biológica morar com ele, pois a residência dos pais era precária e não tinha condições para receber a home care. “A expectativa era de que os familiares se reaproximassem do Ronei e ajudassem o tratamento dele, caso fossem para um novo lar”, conta a enfermeira.

Ronei passou mal novamente, semanas depois de receber alta, e foi levado ao Pronto-Socorro, após diversas convulsões. Em estado grave, foi encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O garoto deixou de respirar espontaneamente e passou a necessitar do aparelho de ventilação mecânica.

Dias após a internação, a Justiça determinou que ele saísse do hospital em 24 horas e fosse colocado em uma home care.

O garoto não tinha lugar para ser levado com a internação domiciliar. Não havia uma definição sobre a casa que poderia ser concedida para a família dele. No lar de crianças, seriam necessárias adaptações para receber os equipamentos. Ronei, então, foi levado para um quarto vazio na sede da empresa de home care. O cômodo foi adaptado e os aparelhos hospitalares foram instalados no local.

“A gente acreditava que ele passaria semanas no quarto da empresa, a família se reestrutaria, conseguiria a casa e tudo daria certo”, conta Solange.

A família do garoto foi informada sobre a situação dele. Porém, segundo a enfermeira, os pais o visitaram apenas duas vezes na empresa.

“Foram visitas rápidas, que não duraram 15 minutos”, relata Solange.

Após Ronei passar três meses no quarto, a dona da empresa informou que ele não poderia permanecer no quarto por mais tempo. “Eles não poderiam ficar tantos meses assim com uma criança, porque ali era uma empresa”, relembra.

Quando percebeu a incerteza sobre o futuro do garoto, na época com quase dois anos, Solange decidiu levá-lo para casa. “Falei que pediria a guarda dele na Justiça e que cuidaria dele, até resolver a questão com a família.”

A Justiça concedeu a guarda provisória de Ronei para a enfermeira. Ela adaptou o quarto da filha, que havia se casado poucos meses antes, para receber o garoto e os equipamentos da internação domiciliar – como um tubo de oxigênio e um aparelho de ventilação mecânica.

Solange, que tinha dois empregos, teve de deixar a função na empresa de home care, para se dedicar aos cuidados com a criança. Ela continua trabalhando em um hospital de Cuiabá.

Foto: Emanoele Daiane

Foto: Emanoele Daiane

A guarda do garoto

Por um ano, Ronei viveu de modo provisório na casa de Solange. No período, os pais do garoto o procuraram apenas uma vez.

“Eles foram na empresa de home care, para saber da casa que a Justiça tinha determinado que conseguissem. Eles foram informados que o filho estava com uma família, mas nunca me procuraram”, conta.

Os pais não conseguiram a residência, pois não eram mais os responsáveis pela criança.
Solange tem casa própria e não precisou do benefício que havia sido oferecido aos pais biológicos do garoto.

“Essa residência, que havia sido determinada pela Justiça, é para as pessoas que não estão em um lugar com condições adequadas para a internação domiciliar”, ressalta a enfermeira.

A última vez em que Solange viu os pais biológicos de Ronei foi no início de 2010, no Fórum de Cuiabá.

“A juíza me convocou e pensei que os pais queriam a guarda dele. Eu disse a ela que, caso eles quisessem de volta, seria um direito deles. Mesmo que isso me entristecesse, não poderia fazer nada.”

“Mas a juíza me disse que os pais falaram que não tinham condições psicológicas, nem financeiras, para ficar com o Ronei. Eles abriram mão do filho, disseram que eu poderia criá-lo”, conta.

A magistrada explicou a Solange que ela não era obrigada a continuar com o garoto, caso não quisesse. Se a enfermeira não criasse Ronei, ele seria levado a um lar para crianças aptas à adoção.

“Não tive dúvidas, disse que o Ronei era meu filho e que ficaria com ele”, diz Solange.

“A juíza me perguntou duas vezes, porque queria que eu tivesse certeza da responsabilidade que teria pela frente. Novamente, disse que era aquilo que eu queria. Não iria abrir mão do meu filho”, relata a enfermeira, que recebeu apoio dos dois filhos.

A decisão da mãe de Ronei comoveu a magistrada. “A juíza me disse que nunca tinha chorado, mas chorou naquele momento, porque ficou comovida com o meu caso.”

Solange passou pelos procedimentos necessários para conseguir a guarda definitiva de Ronei – como análise da residência por assistentes sociais e uma entrevista na qual detalhou sobre a sua rotina. Menos de um mês depois, obteve a guarda definitiva do filho.

Os procedimentos para adoção de crianças com deficiência ou doença crônica são mais rápidos que os demais. Em 2014, a prioridade a esses processos foi estabelecida em texto acrescido à legislação. Anteriormente, tais casos já eram tidos como prioritários e tinham mais rapidez, por serem considerados incomuns.

“Essa distinção [nos processos] é fundamental para incentivar as adoções envolvendo essas crianças. Isso porque ainda há bastante resistência de famílias inscritas em cadastro nacional para aceitar crianças com deficiência ou doença crônica”, explica a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões.

Segundo a advogada, o baixo número de interessados em crianças com deficiência ou doença crônica ocorre em razão da complexidade que envolve os cuidados com elas. “Isso acaba por suscitar insegurança sobre como essa dificuldade poderá interferir, modificar ou repercutir em suas vidas.”

“Por isso é importante sempre lembrar que a geração de um filho, que acontece também na adoção, envolve sempre uma experiência de renovação e aceitação”, acrescenta.

‘Eu sou a mãe dele’

Grande parte da vida de Ronei se resume à cama do quarto. Ele recebe ajuda profissional durante todo o dia. A cada 12 horas, um novo técnico de enfermagem chega para acompanhar o garoto – serviço incluído na home care. Solange trabalha em um hospital no período da manhã e, por meio do celular, fica atenta a tudo o que acontece com o filho. “O tempo todo pergunto como ele está ou peço para mandarem fotos. É uma preocupação constante”, diz.

Quando não está no trabalho, a enfermeira tenta se distanciar de Ronei o mínimo possível.

“Se eu saio, tento voltar rápido. Nas vezes em que viajei, tive que comprar passagens perto da data, porque se ele não estiver bem, não viajo. E não posso ficar dias longe”, comenta.

Diariamente, Ronei toma seis anticonvulsivos. Ele se alimenta por meio de uma sonda. Uma vez por semana, o garoto, que nunca andou ou falou, passa por acompanhamento com fonoaudiólogo e com fisioterapeuta – serviços incluídos na home care para auxiliar no desenvolvimento dele.

Todos os meses, Solange recebe um salário mínimo, referente a um benefício do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), para ajudar nos cuidados com o filho. Por meio do auxílio, ela busca ajuda médica.

“Gasto boa parte desse dinheiro com consultas para ele, porque tive de cortar o nosso plano de saúde, pois ficou muito caro. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde), as consultas demoram muito. Então, acabo tendo de recorrer aos particulares.”

Apesar da ajuda profissional, Ronei tem ficado mais debilitado com o passar dos anos. “Ele está regredindo e atrofiando. As mãos e os pés dele tinham mais força antes, mas agora está mais fraco. Infelizmente, não há muito o que ser feito no caso dele”, lamenta a mãe.

O neuropediatra Marcos Escobar explica que a neuropatia, como no caso que acomete Ronei, costuma apresentar sintomas que pioram com o passar dos anos.

“Muitas vezes, pelo fato de o paciente não conseguir se movimentar bem e por seus músculos ficarem tensos, os tendões se retraem e encurtam. A longo prazo, os ossos e as articulações podem se deformar”, diz o especialista, que ressalta que não há cura para a enfermidade.

A falta de esperanças para o futuro do garoto entristece a mãe. Apesar disso, a enfermeira afirma que não se arrepende de ter passado grande parte da última década se dedicando aos cuidados com Ronei. “Parei muita coisa por ele. Mas é normal uma mãe fazer isso por um filho.”

“Uma médica me disse que ele viveria somente até os oito anos, mas ele está aqui comigo até hoje. Acho que o que mantém vivo é o amor que ele recebe”, diz.

O principal desejo de Solange para o futuro do filho caçula é que ele tenha qualidade de vida. “Peço a Deus que se for para levar o Ronei, que não seja nada doloroso. Não quero que ele sofra em um hospital.”

“Também peço a Deus para que eu não morra enquanto o Ronei estiver aqui. Por que quem vai cuidar dele do jeito que cuido? Quem vai dar toda a atenção? Espero que Deus me atenda. Depois que ele partir, posso ir sossegada. Mas antes, preciso continuar por aqui.”

O garoto, que pouco conhece sobre o mundo fora do quarto, acompanha com olhos atentos cada declaração da mãe. “Não sabemos até que ponto ele nos entende, por causa das lesões no cérebro”, explica Solange, enquanto segura a mão esquerda do filho.

Governo quer que preço do pedágio varie de acordo com condições das estradas em novos leilões

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Por O Globo

Foto: Marco Antônio Teixeira / Agência O Globo

Foto: Marco Antônio Teixeira / Agência O Globo

O governo federal planeja conceder à iniciativa privada pouco mais de 16 mil quilômetros de 25 trechos de rodovias até 2022. No pacote, estão estradas que sempre foram operadas pela União e novos leilões para rodovias já exploradas pelo setor privado — como a Via Dutra , que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Uma das novidades para as próximas concessões será uma mudança no modelo de cobrança do pedágio. A ideia é que o usuário pague conforme as condições das estradas. Ou seja, trechos das rodovias que já passaram por obras seriam mais caros. Com, isso, o governo quer agilizar investimentos.

Condenado por tráfico de drogas em Retirolândia é preso na região metropolitana de Salvador no dia do aniversário

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Foto: Divulgação/PM

Natural de Valente, Maik foi condenado pela Foto: Divulgação/PM

O valentense Maik Wil Couto Ferraz, condenado por tráfico de drogas pela Justiça de Retirolândia, na região sisaleira da Bahia, foi preso em São Sebastião do Passé, região metropolitana de Salvador, na tarde deste sábado (22), mesmo dia em que completou 34 anos. De acordo com a Polícia Militar, o homem foi encontrado por uma guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) vinculado à 10ª Companhia Independente (CIPM/Candeias) durante uma abordagem no Centro de Abastecimento da cidade, por volta das 14h. Conforme informações repassadas pela corporação, os policiais constataram no sistema um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele. Segundo a PM, Maik Wil foi condenado em Retirolândia a sete anos em regime semiaberto e estava foragido. Ele foi encaminhado à 37ª Delegacia Territorial (DT/São Sebastião do Passé) para as medidas cabíveis.

Notícias de Santaluz







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